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FIRE Jovem - Janeiro 2020: R$ 25.738,04 (+2,58%)

1 de fevereiro de 2020

Olá, senhoras e senhores


Neste post dou início a divulgação dos fechamentos mensais que farei até a independência financeira (assim espero). Eu já havia feito uma breve descrição dos meus investimentos e do patrimônio, mas nenhum fechamento até então.

Então vamos aos números:

Patrimônio Total: R$ 25.738,04
  • Ações: R$ 9.879,11
  • FII: R$ 2.305,02
  • Caixa: R$ 1.850,76
  • Renda Fixa: 10.495,00 (Reserva)
  • Bitcoin: R$ 1.208,15
Patrimônio real do FIRE Jovem em janeiro de 2020
Patrimônio real x Patrimônio projetado - FIRE Jovem - Janeiro 2020
Felizmente janeiro foi um ótimo mês e o FIRE Jovem fechou o mês com 132% do patrimônio projetado (R$ 19.500) no início da jornada.  O valor investido até este momento é de R$ 21.712,24.

Rentabilidade: +2,58%

Apesar da queda brusca dos FII's e da leve queda de algumas ações da bolsa brasileira a carteira teve uma ótima rentabilidade no mês de janeiro. A grande alta do Bitcoin, que representa uma considerável fatia de 8%, e a ajudinha de algumas ações (WEGE, PSSA, EGIE) foram os principais responsáveis.

Novos aportes: + R$ 1.815,02
  • Caixa: R$ 780,00
  • KNRI11: R$ 542,88
  • HGRE11: R$ 399,88
  • ITSA3: R$ 92,96
Seguindo a alocação de ativos definida fiz os investimentos nas categorias que estavam mais defasadas com relação à alocação-alvo, eram elas: Caixa e FII. Optei por comprar mais cotas de KNRI11 porque é provável que o fundo faça uma nova emissão em breve (a ser definida em fevereiro) e inclui o HGRE11 ao portfolio. Além disso aumentei o valor alocado em Caixa para oportunidades futuras. Com os novos aportes a carteira ficou alocada da seguinte forma:

Alocação de ativos - FIRE Jovem - Janeiro 2020*

*Nessa distribuição não estão computados os investimentos destinados à reserva de emergência.

Outros resultados importantes:

Renda passiva: + R$ 39,04
Gastos diretos: -R$ 961,40
Relação aportes/renda total: 64%

Bom, janeiro foi um ótimo mês no fim das contas, sigo acima do patrimônio planejado e pretendo me manter firme e focado na jornada.

No aspecto pessoal também foi um bom mês, tenho feito um bom trabalho no meu estágio, finalizei dois livros e estou fazendo um curso online, além disso perdi pelo menos 2,5 kg depois da engorda de fim de ano. 

FIRE Jovem

FIRE Jovem - Carteira de ativos

18 de janeiro de 2020

Olá, senhoras e senhores


Hoje o FIRE Jovem irá apresentar a carteira atual de ativos (janeiro de 2020) para independência financeira e um breve resumo dos meus investimentos em 2019.


Carteira para independência financeira no brasil - movimento FIRE - FIRE Jovem
Carteira para independência financeira - FIRE Jovem 
Bom, comecemos com uma breve história dos meus investimentos: em janeiro de 2019 comecei meu primeiro emprego como  estagiário na indústria química. O salário é de aproximadamente R$ 2.000,00 e meus gastos mensais diretos são de cerca de R$ 500,00 em média (sim, moro com meus pais). Por isso os aportes mensais calculados no plano para independência financeira foram de R$ 1.500,00. Em 2019 a rentabilidade projetada foi de 0% por dois motivos: 
- Motivação: começar a jornada batendo as primeiras metas com mais facilidade.
- Focar em poupar dinheiro e aportar mais desde o primeiro ano, uma vez que a rentabilidade é secundária, especialmente com patrimônio baixo.

Desde o início já sabia que iria investir toda a grana que eu conseguisse acumular, assim, nos primeiros 8 meses do ano me dediquei à criação da minha reserva de emergência que foi alocada em Tesouro SELIC. Neste meio tempo estudei muito sobre investimentos, particularmente sobre ações, consumi todo material que encontrei na internet: blogs, livros, vídeos e fóruns. Assim, findados os 8 meses de construção da reserva eu estava pronto para começar os aportes em ativos de renda variável.

Entre agosto e dezembro de 2019 investi unicamente em renda variável (ações e FIIs) e deixei uma pequena parte reservada como Caixa (vide os 7 Princípios) em uma conta de banco digital com rendimento próximo da SELIC. Atualmente minha carteira conta com 7 ações e 2 FII. 

Como explicitei no post de alocação-alvo de ativos, pretendo que minha carteira esteja 69% alocada em ações e 15% alocada em FIIs. Ainda não defini o número total de ações e FII, mas imagino algo entre 15-20 ações e cerca de 10 FII para diluir o risco não-sistêmico e reduzir a influência de um único ativo sobre a carteira. Neste momento a alocação real dos meus ativos está da seguinte forma:

Alocação de ativos 2019 - FIRE jovem - movimento FIRE Brasil
Alocação de ativos 2019 - FIRE Jovem 
Lembrando que a alocação alvo é: 69% ações, 15% FII, 15% Caixa e 1% Cripto/Capital de risco. A alocação alta em cripto se deve por dois motivos: o primeiro é que o patrimônio total é irrisório para uma alocação de 1% em qualquer coisa, além disso, antes de iniciar minha jornada para independência financeira eu já havia comprado Bitcoins (em janeiro de 2018) e eles estão aí representando uma parte considerável da minha carteira. Nos próximos aportes pretendo reequilibrar as porcentagens de Fundos Imobiliários e de Caixa.

Agora vamos aos resultados de 2019:

1. Excluindo Reserva de emergência e Caixa:
- Capital investido: R$ 10.628,75 
- Montante Final: R$ 11.826,49 
- Rentabilidade: 11,27%
- Rentabilidade ações: 14,11% (desde agosto)
- Rentabilidade FII: 21,78%

2. Incluindo Reserva de emergência e Caixa*:
- Capital investido: R$ 20.677,12 
- Montante final: 22.276,49  
- Rendimento: 7,73 % 
- Patrimônio em Caixa: R$ 1.067,00

- Patrimônio planejado (2019): R$ 18.000
- Patrimônio Total: R$ 23.343,49
- % da Meta: 130%

*A princípio inclui a reserva de emergência como Patrimônio, sei que não é o ideal e provavelmente mudarei isso no meu planejamento.
** Optei por colocar o Caixa separado pois não consegui rastrear a rentabilidade dele em 2019 por ser uma conta digital. Em 2020 vou usá-lo apenas como investimento e passarei a contabilizar a rentabilidade.

No fim das contas consegui bater minha meta financeira para 2019 em 30% graças ao bull market das ações e FII, à projeção de rentabilidade 0% para o ano e também pela capacidade de poupar que excedeu o esperado. Que venha 2020 e que as metas continuem sendo batidas.

Boa sorte á todos nós em 2020!

FIRE Jovem

FIRE Jovem - Alocação de ativos

17 de janeiro de 2020

Olá, senhoras e senhores

Hoje o FIRE Jovem irá abordar a estratégia de investimentos para atingir a independência financeira no Brasil, especificamente quanto à alocação alvo dos ativos, seguindo a linha do plano para independência financeira e os 7 princípios do FIRE Jovem.

Estratégia para independência financeira - FIRE Jovem - movimento FIRE Brasil
Estratégia para Independência Financeira - FIRE Jovem
Nunca é demais falar: antes de começar investir e aumentar patrimônio construí uma reserva de emergência, que corresponde à aproximadamente 6 meses dos meus gastos, alocada em Tesouro SELIC para eventuais necessidades.

De forma geral divido meus investimentos em três grandes categorias que por sua vez são divididas em categorias menores, são elas:

1. Caixa / Renda Fixa: Inclui Tesouro Direto, CDB, outros tipos de renda fixa (exceto debêntures) e o Caixa, este último alocado em investimentos de renda fixa com liquidez maior, como Tesouro SELIC ou contas de bancos digitais que rendem aproximadamente a SELIC, para aproveitar as oportunidades do mercado (6º Princípio).

2. Renda Variável: inclui os investimentos em boas ações brasileiras (ITSA, WEGE, FLRY), bons fundos imobiliários (KNRI, HGLG, ALZR) e no futuro pretendo incluir ações americanas e REITS para aumentar a diversificação (2º e 3º Princípios).

3. Capital alocado a risco*: separo uma pequena parte do meu patrimônio para investimentos especulativos ou incertos, sem bases fundamentalistas sólidas e que não necessariamente são para o curto prazo. Exemplos: Bitcoin, compra de opções, eventuais position trades ou até mesmo day trades. Via de regra não me envolvo com trades, mas podem surgir oportunidades óbvias para fazê-lo, ainda mais no contexto brasileiro, cheio de escândalos, quedas bruscas e recuperações rápidas. 
Para os trades é essencial ter em mente o 1º Princípio: "As pessoas são sempre mais importantes que os investimentos, por isso só investirei meu dinheiro em ativos que não confrontam meus princípios morais."

*Atualmente a única classe desta categoria em que invisto são as criptomoedas, mais especificamente o Bitcoin, por isso nos gráficos esta categoria será apresentada como 'cripto'.

Percebam que há uma diferença enorme entre 'renda variável' e 'capital alocado a risco'. No primeiro caso invisto em ações e FII baseado em princípios fundamentalistas, que tendem a balizar a valorização dos investimentos no longo prazo, além disso é possível diversificar de maneira eficiente para diminuir o risco (como prega o 4º Princípio), já no 'capital alocado a risco' são investimentos especulativos e incertos, sem embasamento histórico robusto para escolhê-los . 

Cada uma das três macro-categorias tem uma alocação alvo bem definida na minha carteira, sendo esta:

  • Renda Variável: 84%  
  • Renda Fixa/Caixa: 15%
  • Capital alocado a risco: 1%

O gráfico a seguir apresenta a alocação-alvo dos ativos dividida de acordo com a classe dos ativos:

Alocação alvo de ativos - estratégia para independência financeira - FIRE Jovem - FIRE Brasil
Alocação alvo de ativos - carteira para independência financeira - JOVEM FIRE (Janeiro 2020)

Como ainda estou no início da jornada, optei por uma exposição maior à renda variável (85% do patrimônio), conforme os anos passarem e o caminho para independência financeira se aproximar eu provavelmente irei diminuir a exposição à renda variável e aumentar os investimentos em renda fixa/caixa, além disso pretendo aumentar a fração dos FII na carteira, visando obter uma renda passiva mensal sem a necessidade de vender patrimônio.


O Gustavo Cerbasi, por exemplo, indicava a regra dos 80 para definir a alocação de investimentos em renda variável, segundo ela o percentual a ser alocado em renda variável é obtido subtraindo sua idade de 80*. No entanto no contexto atual do Brasil com a SELIC na casa dos 5,0% e os investimentos em renda fixa pouco atrativos é interessante aumentar ainda mais a exposição absoluta à renda variável e seguir a tendência de diminuir conforme os anos passam.
*Exemplo: tenho 23 anos, logo minha alocação em renda variável deveria ser de: 80 - 23 = 57%
** Não sei dizer qual é a indicação atual do Cerbasi quanto à alocação de ativos, me lembrei desta regra e a coloquei aqui, pode ser que de fato ele já tenha dado outros conselhos com a mudança de cenário.

Com a alocação-alvo bem definida fica simples definir em qual categoria de ativos irei realizar meu aporte mensal, basta comparar a alocação real da carteira com a alocação-alvo e colocar a grana na classe que está mais atrás do alvo

Irei redefinir a macro-alocação sempre que achar necessário. Como em breve irei iniciar os investimentos em Stocks e REITs é provável que as porcentagens se alterem um pouco.

FIRE Jovem





FIRE Jovem - Princípios

14 de janeiro de 2020

Olá, senhoras e senhores

Nos últimos posts fiz a apresentação do FIRE Jovem e depois expliquei meu plano para independência financeira visando atingi-la antes dos 40 anos, atualmente a linha de chegada está em 2035 aos 39 anos. No post de hoje irei explicar os princípios por trás das minhas escolhas de investimentos.

Livro dos princípios do FIRE Jovem - movimento FIRE Brasil
Livro dos Princípios rumo à Independência Financeira do FIRE Jovem


A seguir irei listar os 7 princípios que balizam meu comportamento e minhas atitudes como investidor, abaixo dos princípios irei incluir ao menos uma consequência prática nos meus investimentos e na jornada até a independência financeira.

1º Princípio

As pessoas são sempre mais importantes que os investimentos, por isso só investirei meu dinheiro em ativos que não confrontam meus princípios morais.

  • Consequência prática: não invisto ou investirei meu dinheiro em empresas que causam danos à sociedade por sua ganância. Exemplos: Vale do Rio Doce e Souza Cruz (fabricante de cigarros)*.
*Essas são opiniões minhas e é a minha maneira de ver os investimentos, cada um é livre para fazer o que quiser desde que esteja em paz com isso. Uma empresa que vai contra meus valores pode não ir contra os de outra pessoa, da mesma forma que empresas que podem ir contra os valores de alguém não necessariamente vão contra os meus.

2º Princípio

Investimentos são para o longo prazo.
  • Consequência prática 1: sou e serei extremamente cauteloso ao sair de um investimento, só sairei quando o ativo passar a ir contra um dos princípios listados aqui. Como diria o Bastter: "patrimônio não se gira".
  • Consequência prática 2: via de regra evitarei fazer day trade ou position trade.

3º Princípio:

O valor intrínseco dos ativos segue princípios fundamentalistas no longo prazo. No curto prazo qualquer variável pode afetar a cotação e eu não me importarei com elas (ou pelo menos tentarei muito não me importar).
  • Consequência prática 1: notícias, quedas bruscas sem explicação ou crises financeiras não serão motivos para sair de um investimento.
  • Consequência prática 2: os ativos em que investirei serão escolhidos a partir de critérios fundamentalistas, tais como: lucro, dívida, diversificação do negócio e relação risco x retorno.

4º Princípio:

A diversificação consciente é a melhor alternativa para redução do risco dos investimentos.
  • Consequência prática: diversificar o portfólio em classes diferentes de ativos, diversificar dentro de cada classe em diferentes setores/tipos, investimentos em ações americanas e REITS no futuro.

5º Princípio:

O fator mais importante para aumento de patrimônio é o aporte de dinheiro, a rentabilidade é secundária.
  • Consequência prática 1: pagar-me antes de qualquer gasto e destinar imediatamente o montante salvo aos investimentos.
  • Consequência prática 2: não deixar os investimentos tomarem parte do meu tempo maior que o necessário (algumas horas por mês), o foco deve ser no que me gera renda para fazer os aportes.
  • Consequência prática 3: vida frugal e sem excessos, evito ao máximo o consumismo.

6º Princípio:

Possuir dinheiro em caixa para aproveitar as promoções do mercado.
  • Consequência prática: uma parte da minha carteira fica alocada em ativos de renda-fixa de alta liquidez para aproveitar quando os bons ativos estiverem 'baratos'.


Os ativos devem ser rebalanceados periodicamente de forma a atingir a alocação-alvo da carteira. Via de regra o rebalanceamento será feito por meio da compra da classe/ativo que está mais atrás.
  • Consequência prática: os aportes mensais serão feitos na classe de ativo que está mais distante da alocação-alvo, evitando vender ativos valorizados e focando na compra dos ativos desvalorizados.

Cada um desses princípios merece um post inteiro por si só, há muito que aprofundar em cada um deles, não me aprofundei na matemática ou em exemplos por trás de cada um porque o post ficaria longo demais, talvez no futuro eu faça uma série sobre cada um dos princípios.

Nos próximos posts irei abordar qual é a minha alocação-alvo, quais são os ativos em que invisto e como estou com relação ao plano para a independência financeira.

FIRE Jovem

FIRE Jovem - O Plano [Atualizado em Abril/2022]

13 de janeiro de 2020

Saudações, queridos

Este post foi originalmente publicado em janeiro de 2020, na época apresentei meu plano de forma um tanto quanto caótica e sem o rigor necessário para um verdadeiro plano de independência financeira. Posso dizer que o plano inicial era um tanto otimista, com uma previsão de aposentadoria aos 40 anos, por isso decidi, depois de uns anos a mais de estudo e bagagem no mercado, revisitar e revisar este plano. 

Hoje irei apresentar-lhes o planejamento do FIRE Jovem para atingir a independência financeira antes dos 40 anos quando possível, dado que a independência financeira é um alvo móvel e varia conforme as imprevisibilidades dessas vida. A minha estimativa atual é de alcançar a IF por volta dos 54 anos em 2050, com base em uma projeção de custo de vida, salários futuros e despesas.


Para este plano eu desenvolvi uma planilha que faz uma projeção dos meus gastos normais, gastos extraordinários (carro, imóvel), renda futura, entre outras coisas de forma que, com base em alguns inputs, ela me fornece o possível ano da independência financeira. Entre os inputs estão a renda líquida atual, a renda desejada na IF, a rentabilidade real projetada, trocas de veículo, compra de imóvel, projeção de renda futura e até o fato de contar com o INSS ou não. Com isso consigo fazer uma projeção da evolução do meu patrimônio e definir, mais ou menos, o ano em que devo atingir a IF com base no cenário atual. É importante dizer que este não é um plano fixo (como nenhum deve ser) e deve ser atualizado e revisado anualmente/mensalmente conforme esta coisa que chamamos de vida se desenrola.

Comecemos do começo: primeiramente preciso definir uma renda mensal média que pretendo receber na independência financeira. Com base no meu padrão de vida atual e levando em conta que terei uma companheira para dividir os custos de vida, imagino de R$ 10.000/mês (em valores de hoje) seja uma boa estimativa para viver bem e bancar algumas viagens por ano.

Com base neste valor, e usando a regra dos 4% como uma estimativa inicial para definir o patrimônio investido necessário na IF, eu precisaria de, aproximadamente, R$ 3 milhões de reais em patrimônio investido (valores atuais) para atingir a renda projetada. Esta é apenas uma estimativa e não um valor marcado na pedra, ok? Para ser honesto, mesmo considerando um imóvel quitado (incluído no plano), creio que seria necessário um capital um pouco maior para ter maior tranquilidade na IF, mas vamos usar este valor como estimativa inicial.

Além disso, estou considerando que destinarei, em média, 50% da minha renda anual líquida para investimentos. Essa é, de longe, a estimativa mais ousada deste plano, nos últimos anos consegui me manter acima deste patamar, mas muitos fatores contribuíram para isso (pandemia por exemplo) e essa deverá ser minha maior fonte de 'esforço' para seguir em linha com o plano, especialmente se considerar que pretendo ter filhos kk.

Outra consideração importante é a rentabilidade real estimada. Para este cálculo estou considerando uma rentabilidade real anual de 3,5% ao ano (acima da inflação), essa é uma estimativa relativamente conservadora baseado no histórico dos dados brasileiros e internacionais (a SELIC rendeu aproximadamente 6% acima da inflação nos últimos 20 anos), mas é melhor ser conservador aqui do que ficar constantemente revisando o plano com uma rentabilidade irreal. Neste ponto, acredito que estimativas entre 3% e 5% sejam plausíveis a depender do perfil de risco e comportamento do investidor.

Temos também a projeção da minha renda líquida para os próximos 20-30 anos, que é basicamente impossível de acertar, por isso estou me baseando em um plano de carreira relativamente bem sucedido em mina área de atuação. Sinceramente, creio que tenho um bom currículo e capacidade suficiente para atingir as metas de renda estipulada, mas é impossível de saber. Creio que nesta parte o mais importante é ter uma boa ideia da renda (e das metas) nos próximos 5 anos. Neste momento estou projetando uma renda mensal líquida de R$ 7.600 aos 27 anos (a partir do ano que vem, incluindo 13º, PLR, bônus, etc...) e no auge da minha carreira, a partir dos 47 anos, estaria recebendo cerca de R$18k/mês (líquido) em valores atuais

Por fim, estou projetando troca de veículo a cada 5 anos, considerando a compra de um carro de 60k em valores atuais, bem como a compra de um imóvel de 600k em 2040, quando tiver ~44 anos. A ideia é morar de aluguel e juntar dinheiro para a compra deste imóvel neste meio tempo. 

Neste cálculo também estou considerando o meu patrimônio investido atual (na verdade o patrimônio no início de 2022 que era de ~80k) e a minha renda líquida anual atual. Basicamente a planilha leva em conta todos estes 'inputs' e faz um fluxo de caixa futuro para determinar quando irei atingir o patrimônio estipulado. 

Aqui está a carinha da parte de 'inputs' da Planilha. 

FIRE Jovem - inputs do plano de Independência Financeira

A planilha não leva alguns outros fatores que podem ser benéficos para acelerar a IF, como por exemplo: recebimento de herança, saques do FGTS, etc... Mas isso é preocupação para o futuro e poderá ser incluído como forma de 'patrimônio' caso venha a receber estes valores em algum momento.

Com base nas projeções que mencionei acima, a estimativa de crescimento patrimonial para os próximos anos (em valores atuais uma vez que estamos descontando a inflação futura) ficou desta forma:

FIRE Jovem - Projeção Patrimonial até a IF

Assim, com base no plano, eu atingiria o capital necessário para a independência financeira no ano de 2050 aos 54 anos, neste ano o capital investido seria de R$ 3,2 milhões, aproximadamente. Vale dizer que este capital inclui apenas investimentos geradores de renda e não imóveis/automóveis de usufruto, como deve ser. Se você estiver se perguntando sobre o que é a queda no gráfico no ano de 2040, ela representa a compra de um imóvel de R$ 600k (valores atuais) que mencionei anteriormente.

Nesta planilha também considero um aumento dos gastos a partir da aposentadoria de 1% ao ano, de forma que posso ter uma ideia de quanto este patrimônio irá durar nos anos posteriores à aposentadoria (lembrando que a projeção de rentabilidade real de 3,5% a.a se mantém após atingir a IF). Assim, a evolução patrimonial (em valores atuais) projetada até os meus 100 anos seria esta:

FIRE Jovem - Patrimônio Projetado até 100 anos

Obviamente esta é uma estimativa grosseira, mas é apensa para ter visibilidade de quanto o patrimônio poderá durar com base em uma estimativa de aumento de gastos (reais) após a IF, isso é importante pois algumas despesas, principalmente com saúde, tendem a aumentar de forma exponencial na última parte da vida. Assim, o gráfico mostra que nos primeiros anos da IF ainda haverá um leve aumento do patrimônio total, que passará a cair de forma lenta cerca de 30 anos depois de atingi-la (isso considerando um cenário positivo em que a carteira rende 3,5% a.a acima da inflação).

Por fim, se estimarmos uma inflação de 6,5% no ano de 2022 e de 4,5% a.a para os demais anos até 2050, o ano de independência financeira, é possível estimar a evolução do capital nominal necessário para atingir a IF, bem como o capital investido necessário (valor investido da minha parte). Note que como estamos projetando a inflação, estes valores são 'nominais' e representam o dinheiro no futuro, eles não são reflexo destes mesmos valores no ano em que estamos (10 milhões em 2050 não é o mesmo que 10 milhões hoje, assim como 1 milhão hoje não é o mesmo que era há 20 anos atrás). Esta projeção é interessante de ser feita para que seja possível fazer o acompanhamento do capital real x projetado.

FIRE Jovem - Evolução Patrimonial e Custo de Investimento em Valores Futuros até  a IF

 Note que quando fazemos a projeção da inflação nos anos seguintes o patrimônio ao se aposentar quase dobra, além disso o capital investido fica próximo dos R$ 4 milhões de reais. É com base nessas projeções que faço o acompanhamento mensal das minhas metas.

É isso, amigos, fiquem a vontade para comentar ou postar quaisquer dúvidas sobre o plano que apresentei aqui!

FIRE Jovem

FIRE Jovem - Apresentação

11 de janeiro de 2020

Olá, senhoras e senhores

Prazer em conhecê-los, eu sou o FIRE Jovem, espero poder compartilhar minhas experiências e mostrar a jornada de um jovem no Brasil rumo à independência financeira.

Eaí, FIRE Jovem, quem é você ?
Bom, sou um jovem de 23 anos, moro no interior do estado de São Paulo na cidade de Campinas. Neste momento (início de 2020) estou finalizando a faculdade de engenharia química, moro com meus pais e faço estágio em uma indústria química relativamente próxima à minha casa. 

Nascido e criado em Campinas, sempre me interessei muito por esportes, jogo futebol semanalmente, mas também me viro bem em outras modalidades, como vôlei, tênis de mesa e badminton, a competitividade é uma de minhas características, para o bem e para o mal. Apesar de praticar esportes e ir à academia com frequência é difícil atingir meu peso ideal, isso porque comer, especialmente boa comida, é uma de minhas atividades preferidas.

Sinto um grande prazer ao aprender sobre assuntos diferentes e novos, por isso a leitura é um hábito em minha vida. Apesar de engenheiro químico (ou quase isso), gosto muito de livros sobre política, economia, história, psicologia e outros tópicos que se afastam do esteriótipo do 'exatóide' mente fechada. O Kindle me acompanha por todo lado. 

De forma geral levo uma vida simples, dividindo meu tempo entre estudos, trabalho, família, amigos e namorada. Não ligo para bens materiais, tento me ater ao que é necessário e útil, dou valor às minhas relações interpessoais mais do que qualquer coisa, afinal, se a gente não leva nada dessa vida, que pelo menos sejamos felizes neste tempinho por aqui e, acredito eu, nossas relações são o melhor caminho para felicidade.

E de onde veio essa ideia de Independência Financeira ?


FIRE Jovem descansando
FIRE Jovem descansando

Pra ser sincero esta é a primeira vez que reflito sobre a origem dessa minha busca pela independência financeira. 

Se fosse para dizer uma coisa só: preguiça. Sério! Sempre fui uma pessoa muito preguiçosa, gostava apenas fazer as coisas em que eu era bom, nunca fui proavito ou prático, minha criação e a preguiça inata pesaram neste ponto. Só durante a faculdade me dei conta de como a proatividade era uma qualidade fundamental para 'vencer'. 

Sempre fui um ótimo aluno e sempre gostei de esportes, com isso,  aliado ao fato de estudar em escolas pouco voltadas ao vestibular, conseguia levar tranquilamente os estudos e gastava meu tempo livre dormindo, jogando futebol ou lendo coisas na internet. Desde cedo soube valorizar essa vida mansa que levava, e também soube que assim que a faculdade/trabalho iniciassem eu teria que abandonar a tranquilidade.

Além da preguiça, sempre tive vontade de realmente ajudar as pessoas, no meu dia a dia tento fazer isso nas pequenas atitudes e com trabalhos/ações menores, mas sei que para fazer algo grande é necessário investir tempo, recurso escasso quando há que trabalhar o dia todo. Por isso, no meu plano de longo prazo, quero usar meu tempo após da independência financeira para fazer a diferença na vida das pessoas. Admiro muito quem vive sua vida com esse propósito e não se importa com dinheiro, mas infelizmente (ou felizmente) sou mais pragmático e prefiro me garantir para aí então entrar de cabeça.

Assim, desde os 16/17 anos comecei pensar em maneiras de ganhar uma grana para tentar levar uma vida tranquila. De início me deslumbrei com o Poker, estudei bastante sobre o jogo e aprendi os principais conceitos, acumulei cerca de 200 dólares jogando no site Poker Stars sem nunca ter feito um depósito. Pelo menos metade dos 200 dólares foram ganhos em um golpe de sorte, mas depois passei a entender melhor o jogo e de fato ganhei uns trocados pela habilidade no jogo. Além do Poker online eu jogava presencialmente com um grupo de amigos de um vizinho, nestes joguinhos semanais eu conseguia uns trocados para comer na faculdade ou sair no fim de semana, é claro que nem sempre os ganhos vinham, mas no longo prazo eu tinha uma estratégia vencedora.

No terceiro ano de faculdade iniciei um projeto de iniciação científica em um dos laboratórios, recebia uma bolsa de R$ 400,00 por mês e o projeto durou cerca de um ano. Era 2017, eu queria ficar rico, bitcoin estourando e aparecendo em tudo quanto é canto... Logo, aliando a ansiedade pela grana, o FOMO ("Fear of missing out") e a forte vontade de viver uma vida mansa, investi uma grana (R$ 800,00) em Bitcoin lá nas alturas (R$ 50.000,00+) e, não só isso, passei a fazer 'trades' com criptomoedas em exchanges (sites que funcionam como uma 'bolsa de valores' das criptomoedas). A minha vida 'trader' durou cerca de 2 meses, estudei sobre análise técnica (indicadores, pivots, estocástico, OCO, OCOI...) e aventurei uma parte dos meus Bitcoins nos trades. Rapidamente percebi que o negócio não era para mim e larguei mão, deixei os Bitcoins/Altcoins na exchange e segui com meus estudos. Olhando em retrospectiva foi ótimo ter vivido essa fase tão novo, sem grana e ter abandonado rápido, afinal errei barato, errei rápido e aprendi com o erro o que é fundamental, uma vez que os erros são inevitáveis.

Já no início 2018 comecei a me interessar por outros tipos de investimentos, como ações e renda fixa, li muitos livros abordando o tema incluindo 'Pai Rico, Pai Pobre' que é quase um clichê para dar início à educação financeira. Em 2018 aprendi um pouco sobre os tipos de investimento e no fim do ano fui contratado para o meu primeiro estágio que se iniciaria em janeiro de 2019. Desde o primeiro salário eu já sabia o que iria fazer com meu dinheiro: investir! por isso comecei seguindo os passos básicos para construir patrimônio: 

1º Passo: como não tinha dívidas pulei o primeiro ponto: quitar todas as dívidas.
2º Passo: construção da reserva de emergência: levei cerca de 8 meses para construir minha reserva, que está depositada em Tesou Selic.
3º Passo: em agosto de 2019 comecei a realizar os aportes em renda variável.

E aqui estamos, no início de 2020 com o novo projeto para o ano: FIRE Jovem, o blog que, espero eu, relatará minha longa trajetória até a independência financeira. Nos próximos posts irei abordar com mais profundidade o lado financeiro da coisa, abrindo minha carteira de investimento, meu plano FIRE e meus objetivos de investimento.

Até o próximo post, um abraço a todos!

FIRE Jovem



FIRE Jovem - Os Fundos de Gestão Ativa Brasileiros batem o Mercado? O Veredito - Parte III

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