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FIRE Jovem - Agosto 2020: R$ 38.656,28 (-0,38%)

31 de agosto de 2020

 Bom dia, boa tarde, boa noite, senhoras e senhores, como nasci de sete meses já vou aproveitando essa segunda-feira pra fazer o fechamento de agosto antes mesmo do mês terminar. Como que vai a vida de vocês ? Tudo na paz? 


No mês passado deixei a seguinte pergunta: o que é branco por dentro, marrom por fora e sangra? Como ninguém se candidatou a responder, vou deixar a pergunta por aqui mais um mês aguardando por algum sábio.


Nos investimentos o mês de agosto foi bem agosto mesmo: meio merda. Aquele mês sem graça, depois das férias do meio do ano, sem um tempinho pra descansar, não sabe se é frio ou se é quente... Com os investimentos foi a mesma coisa: ameaçava dar uma subidinha e logo descia, no fim das contas ficou praticamente no zero a zero com uma leve queda (-0,38%), foi o primeiro retorno negativo desde o fatídico mês de março quando a pancada veio forte.


A rentabilidade dos ativos por classe foi a seguinte no mês de agosto (em parênteses o mês de julho):


Ações: -1,28% (+7,38%)
FII:  + 3,50% (-4,63%)
Fundo Ouro: + 6,36% (+5,23%)
Tesouro SELIC: 0,17% (+0,19%)
Cripto: +8,82% (+18,13%)

Basicamente tudo subiu com exceção das ações, mas como as bonitas representam 50% da minha carteira o peso da queda é maior. A seguir os principais resultados em 31/08/2020:


Patrimônio Total: R$ 38.656,28 (R$ 36.721,23)
Variação Patrimonial: +5,27% (+5,30%)
Rentabilidade no mês: -0,38% (3,72%)
Rentabilidade Acumulada Início (fev/2019): 13,91% (calculada por regime de cotização)

Bati a meta de patrimônio do ano EASEDAAEHFS\XJ%7WYEconfetejahsuSUDHScoloridoS!! Além disso estou bem próximo da marca dos 40k. Esse mês o ganho de patrimônio veio praticamente todo dos aportes, visto que a rentabilidade foi praticamente nula, além disso fiz a primeira venda de ação desde no início da carteira: com o aumento forte da WEGE3 nos últimos meses ela passou a ocupar uma fatia desproporcionalmente grande da minha carteira, o que me fez sentir um pouco desconfortável com o risco a alta exposição, por isso vendi um terço da minha posição a R$ 68,00 'embolsando' quase 200% de alta. Usei o dinheiro da venda para comprar outras ações que julguei mais baratas: ITSA3, ODPV3 e MYPK3. A relação patrimônio real x planejado está da seguinte forma:


As curvas seguem do jeitinho que eu gosto: laranja em cima da azul, espero que a tendência se mantenha para os próximos 67 anos. Como podem ver a meta de patrimônio para o ano foi batida e se não tivermos uma forte pancada pra baixo nos próximos meses a meta tem tudo pra continuar batida. Nesse momento minha maior preocupação é o próximo ano: estou finalizando a faculdade (e com ela o estágio) e corro algum risco de ficar sem emprego no início de 2021, especialmente nesse contexto de crise e alta concorrência por emprego... Minha consciência tá tranquila pois a minha parte eu tô fazendo.

Alocação dos ativos em agosto de 2020:


Este mês fiz aporte em FIIs (HGRE e VRTA), bem como em Caixa, com isso a carteira atingiu uma alocação equilibrada próximo da minha alocação-alvo. Meu plano é aumentar um pouco a exposição em ações comprando ações no exterior a partir do ano que vem. Além dos resultados mencionados acima temos o aporte real e a renda passiva do mês:

Aportes reais: R$ 2.062,94 (R$ 532,86)
Renda passiva: R$ 61,17 (R$ 35,82)
Renda passiva em 2020: R$ 242,00

Para além da vida financeira: no finalzinho de agosto iniciei uma dieta para correr atrás do prejuízo e alcançar a meta de 70 kg até o fim ano, no momento estou com 75 kg e bastante motivado para chegar aos 70 kg, estou fazendo uma dieta restrita em carboidratos em conjunto com jejum intermitente. Eu já fiz essa dieta antes e deu bons resultados, o desafio maior é mantê-la por mais de 1 mês, é muito difícil. Mas acredito que com mais duas semanas de dieta devo alcançar meu objetivo. 

Além da dieta passei um bom tempo com a namorada, em agosto venho me sentindo particularmente desmotivado e improdutivo, provavelmente estou na parte baixa do meu ciclo de produtividade, sinto que tem alguns fatores que eu não controlo que afetam minha produtividade (e pra ser honesto não sei muito bem quais são eles). Tive um tempinho para fazer um curso sobre liderança e aproveitei para me conhecer melhor com esse curso, fiz muitos testes de personalidade para descobrir pontos fortes e fracos, perfil de liderança, tolerância a ambiguidade, criatividade (não sou nada criativo). Nos próximos meses irei aplicar para vários processos de trainee ou cargos de engenheiro recém-formado, torçam por mim!

Aprendizados do mês:

- Sou pouco aberto a experiências e aventuras, gosto bastante da rotina.
- Não sou nada criativo/imaginativo.
- Nós escolhemos nos incomodar com as coisas, não são as coisas que nos incomodam.
- Minha tolerância para ficar sem jogar futebol é de seis meses: não tô aguentando mais.
- Falta de honestidade e ganância custam caro, especialmente para empresas.
- Tenha como foco o bem-estar dos seus clientes e funcionários.
- Tudo que segue regras claras e bem definidas eventualmente será transformado em um algoritmo.
- Ser um bom profissional é diferente de ser um bom ser humano, opte pelo segundo.
- Não consigo parar de ver vídeos semi-inúteis no YouTube.


FIRE Jovem - Alocação de ativos

17 de janeiro de 2020

Olá, senhoras e senhores

Hoje o FIRE Jovem irá abordar a estratégia de investimentos para atingir a independência financeira no Brasil, especificamente quanto à alocação alvo dos ativos, seguindo a linha do plano para independência financeira e os 7 princípios do FIRE Jovem.

Estratégia para independência financeira - FIRE Jovem - movimento FIRE Brasil
Estratégia para Independência Financeira - FIRE Jovem
Nunca é demais falar: antes de começar investir e aumentar patrimônio construí uma reserva de emergência, que corresponde à aproximadamente 6 meses dos meus gastos, alocada em Tesouro SELIC para eventuais necessidades.

De forma geral divido meus investimentos em três grandes categorias que por sua vez são divididas em categorias menores, são elas:

1. Caixa / Renda Fixa: Inclui Tesouro Direto, CDB, outros tipos de renda fixa (exceto debêntures) e o Caixa, este último alocado em investimentos de renda fixa com liquidez maior, como Tesouro SELIC ou contas de bancos digitais que rendem aproximadamente a SELIC, para aproveitar as oportunidades do mercado (6º Princípio).

2. Renda Variável: inclui os investimentos em boas ações brasileiras (ITSA, WEGE, FLRY), bons fundos imobiliários (KNRI, HGLG, ALZR) e no futuro pretendo incluir ações americanas e REITS para aumentar a diversificação (2º e 3º Princípios).

3. Capital alocado a risco*: separo uma pequena parte do meu patrimônio para investimentos especulativos ou incertos, sem bases fundamentalistas sólidas e que não necessariamente são para o curto prazo. Exemplos: Bitcoin, compra de opções, eventuais position trades ou até mesmo day trades. Via de regra não me envolvo com trades, mas podem surgir oportunidades óbvias para fazê-lo, ainda mais no contexto brasileiro, cheio de escândalos, quedas bruscas e recuperações rápidas. 
Para os trades é essencial ter em mente o 1º Princípio: "As pessoas são sempre mais importantes que os investimentos, por isso só investirei meu dinheiro em ativos que não confrontam meus princípios morais."

*Atualmente a única classe desta categoria em que invisto são as criptomoedas, mais especificamente o Bitcoin, por isso nos gráficos esta categoria será apresentada como 'cripto'.

Percebam que há uma diferença enorme entre 'renda variável' e 'capital alocado a risco'. No primeiro caso invisto em ações e FII baseado em princípios fundamentalistas, que tendem a balizar a valorização dos investimentos no longo prazo, além disso é possível diversificar de maneira eficiente para diminuir o risco (como prega o 4º Princípio), já no 'capital alocado a risco' são investimentos especulativos e incertos, sem embasamento histórico robusto para escolhê-los . 

Cada uma das três macro-categorias tem uma alocação alvo bem definida na minha carteira, sendo esta:

  • Renda Variável: 84%  
  • Renda Fixa/Caixa: 15%
  • Capital alocado a risco: 1%

O gráfico a seguir apresenta a alocação-alvo dos ativos dividida de acordo com a classe dos ativos:

Alocação alvo de ativos - estratégia para independência financeira - FIRE Jovem - FIRE Brasil
Alocação alvo de ativos - carteira para independência financeira - JOVEM FIRE (Janeiro 2020)

Como ainda estou no início da jornada, optei por uma exposição maior à renda variável (85% do patrimônio), conforme os anos passarem e o caminho para independência financeira se aproximar eu provavelmente irei diminuir a exposição à renda variável e aumentar os investimentos em renda fixa/caixa, além disso pretendo aumentar a fração dos FII na carteira, visando obter uma renda passiva mensal sem a necessidade de vender patrimônio.


O Gustavo Cerbasi, por exemplo, indicava a regra dos 80 para definir a alocação de investimentos em renda variável, segundo ela o percentual a ser alocado em renda variável é obtido subtraindo sua idade de 80*. No entanto no contexto atual do Brasil com a SELIC na casa dos 5,0% e os investimentos em renda fixa pouco atrativos é interessante aumentar ainda mais a exposição absoluta à renda variável e seguir a tendência de diminuir conforme os anos passam.
*Exemplo: tenho 23 anos, logo minha alocação em renda variável deveria ser de: 80 - 23 = 57%
** Não sei dizer qual é a indicação atual do Cerbasi quanto à alocação de ativos, me lembrei desta regra e a coloquei aqui, pode ser que de fato ele já tenha dado outros conselhos com a mudança de cenário.

Com a alocação-alvo bem definida fica simples definir em qual categoria de ativos irei realizar meu aporte mensal, basta comparar a alocação real da carteira com a alocação-alvo e colocar a grana na classe que está mais atrás do alvo

Irei redefinir a macro-alocação sempre que achar necessário. Como em breve irei iniciar os investimentos em Stocks e REITs é provável que as porcentagens se alterem um pouco.

FIRE Jovem







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